quinta-feira, 10 de abril de 2008

Desnuda-me, ilusão...


Ilusão desmedida, desenfreada, devassa, estúpida!

Que circunda minh'alma vaga...
e a faz desordenada , alada!

Que vem estragar minhas palavras...

Com um olhar destrincha os gestos,

desarma, desnuda, rebusca.

Se ao menos eu gritar teu nome pudesse...

VIDAAAAAAAA...

O que mais hei de entregar-te?

Se quando me olhas,

já não sou eu,

sou metade.

Inteira, mente, só a ti pertences.

Antes que eu morra pelo platônico descompasso

e antes mesmo de ser findado meu querer,

sem haver, alento, começado.

Vira-te, que contemplar prefiro as suntuosas nuvens,

ou ao breu da noite, atravessar ...

À tempestade, até mesmo, se vier.

Pois apenas uma senha entrega-me,

an-da...

Vá pra onde não me alcança teu olhar.

E em secreto esconde meu pesar.

D'onde nenhum ser possa avistar.


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