domingo, 31 de maio de 2009

De tua Guinevere...





Tudo em tí me enlouquece

tua armadura celeste

teu olhar de perdição.


Tudo em tí me inspira

teu compasso metrificado

tua branda respiração.


Em tua guerra, estou perdida

findada de minh'alma em vão

pois os ventos não anunciam morada

nem arrego que penetre teu coração.


Nuas, as minhas palavras,

despidas, arremessadas ao chão.

O segredo que tanto guardei

tão cedo se funde à multidão.


Me olham tão tristes, as vozes do medo

me apontam, sem jeito

me entoam o louvor da desorientação.


Me perdendo entre tuas cruzadas

teus olhares tão breves e sutis.

Me encontrando revestida à D'arc

Tua princesa, guerreira, infeliz!

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