
Tudo em tí me enlouquece
tua armadura celeste
teu olhar de perdição.
Tudo em tí me inspira
teu compasso metrificado
tua branda respiração.
Em tua guerra, estou perdida
findada de minh'alma em vão
pois os ventos não anunciam morada
nem arrego que penetre teu coração.
Nuas, as minhas palavras,
despidas, arremessadas ao chão.
O segredo que tanto guardei
tão cedo se funde à multidão.
Me olham tão tristes, as vozes do medo
me apontam, sem jeito
me entoam o louvor da desorientação.
Me perdendo entre tuas cruzadas
teus olhares tão breves e sutis.
Me encontrando revestida à D'arc
Tua princesa, guerreira, infeliz!