domingo, 31 de maio de 2009

De mim...



Se, assim, tu permitires que eu seja...

Então, renda-me e, num beijo,

renderei-me já!

De tua Guinevere...





Tudo em tí me enlouquece

tua armadura celeste

teu olhar de perdição.


Tudo em tí me inspira

teu compasso metrificado

tua branda respiração.


Em tua guerra, estou perdida

findada de minh'alma em vão

pois os ventos não anunciam morada

nem arrego que penetre teu coração.


Nuas, as minhas palavras,

despidas, arremessadas ao chão.

O segredo que tanto guardei

tão cedo se funde à multidão.


Me olham tão tristes, as vozes do medo

me apontam, sem jeito

me entoam o louvor da desorientação.


Me perdendo entre tuas cruzadas

teus olhares tão breves e sutis.

Me encontrando revestida à D'arc

Tua princesa, guerreira, infeliz!

sábado, 30 de maio de 2009

Ao meu "Robbie Turner"...




Tu não me vês,
Oh, pródigo amor, infundado,
Inflamado, que queima m’or que todo meu ser?
Que pousaste na aura sagrada, imaculada
Dos meus laços de menina.
Pois, não menina,
Sou mulher que não enxergas
Sou pranto quando nunca escutas
Sou a brisa que arde em teu dorso fardado, marcado de estrelas.
Revôlta estou em nuvens de poeira, ou pecado,
Contando segundos para o clamor de teus olhos nos meus,
Do meu sonho de percorrer o corpo teu,
Das minhas ilusões desgraçadas pela tua indiferença.
Pois, não menina,
Sou tua serva, oculta, perdida em teu alvo sorriso
Oh, Eros despido, revestido de luz,
Cálice do meu temor,
Punhal que rasgou-me os freios do pudor.
Ouça meu clamor bélico...
Anseio em cantar-te versos tôlos,
Na esperança que me encontre tua.
És um erro...
E por ele mutável estou em fugazes devaneios,
Imperfeitos segredos,
Quebrantados pelo torpor do meu descompassado peito.
Quando minhas lágrimas brandas alcançam tuas mãos,
Não destros são também meus pensamentos...
Pois ouso querer-te mais que possa conter,
E se não me contenho, morro
Da dor de não poder ter você!
P.: I'm your "Cecilia Tallis"
Atonement (2007)